Nascendo asas

“Estou com uma sensação de produção
estou produzindo alguma coisa dentro de mim
que nasce da morte
de mortes que situa a vida
que me fazem
ou me fazem pro meu agora
dolorido mas…
saudável ,se pode dizer algo assim
algo calmo, sereno
algo que me compacta!

Aí a amiga me diz:
O universo é um negócio viu!
a produção…deixe acontecer, dê vazão
Permita que isso, seja o que for, ganhe asas!

É exatamente isso. A permissão é assim:
Permito porque estou descontrolado, não tenho , preciso. E é assim desse jeito, nesse estado, que ele tece espaços, e ocupações em mim, que não sou capaz.
Preciso estar aqui.
Desconfortável
e viva
e dor viva
a dor tem esse ofício
é uma aproveitadora
ela se aproveita de mim
pra fazer-me!
ou melhor para fazer um pouco mais de mim
porque ainda não estou pronta, não sou feita
não sou feita pra um montão de coisas…
o universo
vai me dizendo isso,
e me produzindo
pra viver… a vida real!
Não tenho como não permitir
… as asas são feitas assim
elas nascem, e dói nascer.
E então percebo que meu corpo não parou nunca de crescer.
Ele agora está nessa idade , a idade das asas.

Assim término as comemorações do aniversário da minha idade!
Assim vou terminando os últimos dias de fevereiro 2014”

Por Valéria GR – 25/02/14
parceira de poesia, de pensamentos e vivências dançantes e cotidianas

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